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10/02/2013

dobradiças

abriu a porta, cheia de ferrugem nas dobradiças gastas de memórias, e entrou com os olhos cerrados à espera do que não sabe.
o chão estava coberto com uma qualquer substância líquida, como se de uma inundação se tratasse, que pisava com convicção de criança à chuva.
aquele quarto separou-se do resto da casa, ganhou asas e voou por aí, mudou de cor, tornou-se invisível para os comuns mortais e descobriu um sítio para viver que ficava no topo de um monte longe de tudo.
quando abriu os olhos, custava-lhe respirar por disfrutar de um ar tão puro e limpo.