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28/10/2016

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o amor é um sentimento imprevisível.
começa de onde não se espera.
quando penso em como comecei a amar-te, acho que não me consigo lembrar de um momento certo. 
(minto). lembro-me.
ou seria só desejo?
esse desejo de te ter que me perseguiu desde aquele verão quente.
(minto).
esse desejo que me perseguiu desde que te conheci.
desejo esse escondido atrás de mim, atrás de muitas coisas que não sabia explicar. desejo esse que vi como proibido apesar do teu olhar que me mordia.  
essa vontade que começou antes de saber o que é querer alguém, e que descobri, isso sim, nesse verão quente.
tantas más memórias desses dias, e só me lembro do teu último abraço. não te deves lembrar... não te lembras de todas as coisas. nem eu. mas lembro-me desse abraço e das palavras doces.
a verdade é que amei outros. amei-os não tendo conhecimento do oprimido sentimento que me assombrava o peito. mas amei muito.
só que tu, quando passávamos um pelo outro. eras tu, o teu nome sempre significou algo, a tua voz, e a recordação do teu beijo.

amo-te

02/10/2016

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com a noite que chegou sem avisar, e os corpos despidos pela tormenta interior que se açambarcou do espírito, beijaste-me também sem aviso e disseste-me as coisas que sempre esperei que dissesses. 
agarraste-me como sempre esperei que agarrasses, fugiste de ti mesmo com a convicção necessária. 
tudo está bem quando acaba bem.

~~~~~~ balançar os pés dentro da banheira enquanto espero pela cruzada.
as aventuras que se aproximam são quentes como as que já foram.
umas quentes porque o sol nos abraça; outras quentes porque queimam da força do gelo ~~~~~~