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10/01/2016

quem me dera ser uma lagarta no meio do mundo enorme, onde não me sentiria nem a mais nem a menos, apenas me preocupava com a qualidade do verde que ingeria e nem precisava de fugir de ninguém de tão pequenina que era.
quem me dera ser uma lagarta que não precisasse de nadar ou de correr, que a viagem eram todas as viagens, estavam à distância de uma mudança de pele. 
dançava naturalmente (porque é isso que as lagartas fazem), era sábia, e no dia em que me tornasse uma borboleta tinha pouco tempo para bater as asas. assim, batia-as com toda a velocidade, via o planeta só de cima e a vida acabava num último bater de asa em câmara lenta.